Vejo-me enfim a decretar finda a guerra.
Depositem-se as armas, deite-se por terra o objectivo da luta e abracemos este armistício.
O regime bélico em que vivia é assim destituído e prossigo uma paz forçada.
Sem vencidos nem vencedores, alinhava-se uma trégua minada de vícios e planos inconcretizáveis. A justiça de tudo isto é questionável, mas os princípios assim o decretam - acabe-se já! - e acaba, sem começar, este confronto que traria sabe-se lá que flores e que espinhos.
Lambo as feridas auto-infligidas nesta punição que me é familiar e me perpetua.
Os horizontes toldados estendem-se diante de mim e persigo-os pois não se volta atrás.
Não é mais possível regressar.
Os erros assumem-se, e não deveria ter-te chamado a mim.
Nunca deverias ter sabido.
quinta-feira, 4 de junho de 2009
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