quarta-feira, 12 de março de 2014
Traça
Ofuscaste-me com a tua luz,
Essa negra que trazes.
Que só por vezes se revela.
Não me sorriste para dentro da alma,
Riste de mim
| (e) À minha volta, mais nada
Fui, como a traça,
procurar em ti - nessa luz,
o Calor. Algum alento.
Queimaste-me, e
jazo agora sob o teu
imperturbável fogo.
A traça-borboleta (O que é que sentes?)
É agora um mero insecto
esmagado pelo peso
da tua gargalhada de mim.
da tua não-Luz.
terça-feira, 19 de novembro de 2013
quinta-feira, 11 de março de 2010
segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010
quinta-feira, 28 de janeiro de 2010
Undisclosed Recipient II
Trago a memória do teu cheiro
impressa em mim.
O vento traz,
no vento vêm
Pequenas moléculas do teu ser.
No vento.
segunda-feira, 7 de setembro de 2009
sexta-feira, 26 de junho de 2009
As paixões são sanguíneas. Violentas e virulentas pois como um vírus, entranham-se em nós e consomem lentamente todos os órgãos, contaminam-nos e tornam-nos febris. Impacientes.
O Amor é sereno como um reformado, instalado em frente à televisão depois de anos a criar filhos e netos. Estabelecido. Imutável como um cabelo que já se fez branco.
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