Tudo o que gostaria de te dizer começa invariavelmente com «tenho saudades».
De te ver, de te ouvir e de ver o teu nome no visor do telefone. Ridículo, eu sei - mais ridiculo é o que sinto não ter correspondência em tempo algum.
Não há palavras que descrevam nem sons que transcendam este inominável «quê».
Que nome dar à pele queimada por mil luzes cegas? Como explicar as noites sem luas suspensas num olhar?
Amo-te é demais, um desajustado superlativo a esta dor boa. Haverá outras dores?
O silêncio que normalmente prezo, em ti dói mais. Explica-me devagar e novamente porque em ti fico ignorante do resto, desse tudo que pertence ao mundo.
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