A cidade está agora mais cinzenta, mais desprovida de sentido(s).
A memória dos recantos e das árvores é também a dela.
Recorda-se apenas vagamente de como tudo começou, e sobretudo de como acabou.
Uma vaga luz, um cheiro familiar por vezes lembram-lhe quem foi e o que teve um dia.
O que foi não volta a ser, diz a canção e o povo sábio. Mas o seu tempo parou algures, enquanto a vida à sua volta continua.
Paira-lhe apenas na alma uma sensação de profundo vazio/ imenso nada, de ser incompleto – e a questão Porquê?
Tem na boca o amargo sabor da derrota – a batalha que travara estava irremediavelmente perdida.
«Win some, Lose some», pensa. Terá muito tempo pela frente para travar outras guerras (a que vive agora consigo mesma é de longe a pior), mas a concentração foge-lhe no momento presente, e leva consigo todo o discernimento.Perdida num qualquer limbo, ela procura recordar.
quinta-feira, 25 de junho de 2009
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